Por: Aurelivea Cardoso e Isabela Magalhães
Mais que um evento de grandes proporções, o Miss Brasil Gay é um espetáculo onde o público tem a oportunidade de fugir da realidade cotidiana e por algumas horas penetrar em um mundo colorido, alegre, surreal e livre de preconceitos.
Os trajes de gala, peças que podem custar verdadeiras fábulas, esbanjavam glamour e brilho (muito brilho). Com modelagens elaboradas, tecidos finos e muitos bordados, as roupas são tão repletas de detalhes que alguns deles só podem ser notados de perto e indiscutivelmente tornam o conjunto da obra um show de alta costura.
Mas se engana quem pensa que o brilho está só nos trajes de gala. A eleita Miss Brasil Gay 2011 Raika Bittencourt, desfilou com muito brilho tanto em seu traje de gala quanto em seu traje típico, ambos confeccionados pelo estilista Henrique Filho. No traje típico, penas de galo e de faisão na cor verde, e cristais swarovski bordados em tule de seda pura representavam uma planta típica do estado do Piauí, a carnaúba. A fantasia custou à Miss Piauí 10 mil reais, e lhe rendeu o título de melhor traje típico (vale dizer que ela também arrematou o prêmio de melhor traje de gala).
As outras candidatas também não ficaram pra trás. O traje típico sempre tem sua inspiração baseado no estado da Miss. Seja na natureza, na culinária, nas lendas, ou até em alguma personagem. Iemanjá foi homenageada pela Miss Bahia Gay, Shayene Kathryn, que não se contentou em apenas desfilar e fez uma performance muito aplaudida, saindo de trás de uma concha, de braços abertos com seu traje em tons de azul, cravejados com pérolas, conchas e até estrelas.
Performance, efeitos de palco, como maquina de fumaça, iluminação, musica de fundo, os acessórios e até mesmo alguns objetos carregados pelas misses contribuem para melhor representar o tema proposto.
Rafaela de Castro Miss Pará Gay, carregava um vaso de cerâmica, enfatizando a infinidade de formas geométricas, também estampadas no seu traje, inspirados na cerâmica paraense. Vestida de Virgem Maria Emanuelle Fernandes, exaltou também o barroco mineiro e as obras de Alejadinho em seu traje típico representando, claro, Minas Gerais.
É evidente que nenhum traje típico é usável. Alguns até dificultam os movimentos da candidata, algumas mal podiam fechar os braços. O importante é que esses trajes sejam carregados de conceito, representem a finco seu estado. Com certeza os trajes mais elaborados são os mais aplaudidos.
Qualquer coisa que for dito ainda é pouco para expressar a emoção do ao vivo, infelizmente as imagens também são insuficientes para mostrar a qualidade e a riqueza de detalhes. O miss Brasil gay é um espetáculo que todo profissional, estudante, professor e interessado por moda deveria assistir pelo menos uma vez na vida pois vale muito pena!
Fotos: Aurelivia Cardoso